quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sobre umas lições da vida.


Quem sou eu pra me achar melhor do que alguém?
Na verdade quem somos nós, qualquer um de nós, pra nos achar superior a alguém?!  Mas é bem mais fácil falar por mim, e deixar que alguns se identifiquem.
Já julguei muito as pessoas. E pensava: Normal! Normal? Até quando farei disso algo 'normal'?
Então pensei: 'que coisa feia Camilla, que é você pra julgar o quanto legal ou não fulano e ciclano são?'
A gente acha que pode.
Rir de alguém porque estudou menos, usa uma roupa de malha, usa um salto de acrílico, escuta um tipo musical nada a ver com o nosso...sei lá, essas milhões de coisas tão fúteis, que tomamos por posição social, estilo de vida e seja lá o que for.
É tão difícil aceitar nossa prepotência.
Foi tão complicado pra mim aceitar a minha. Usei a questão de me colocar no lugar no próximo, só para aqueles que realmente estavam bem próximos de mim, mas não fazia isso no geral. Por de traz de uma palavra errada, pode claro, haver uma pessoa que não se interessou em aprender, mas pode também haver uma história como a da minha mãe, que teve uma mãe que não a deixou ir muito longe nos estudos. Minha mãe teve força de correr atras, de ler, de aprender. Mas e os que não tiveram essa mesma força? A gente vai rir do 'pobrema' da pessoa, só porque não consegue se conter? Sério? É assim que a gente quer um mundo mais respeitoso, caridoso?
E a moça sem noção que apelidamos carinhosamente de 'piriguete'. As vezes ela ta ali, toda sem noção, descendo até o chão, pirando, e quando está no seu quarto chora de solidão, como qualquer um de nós faz. As vezes me esqueço que todas as pessoas tem sentimento.
E o cara que toca sertanejo, e a Claudia Leite? Será que eles tinham que ir trabalhar num shopping ou numa loja de carros só porque eu não curto o som deles? Ou como alguns 'roqueiros' podem pensar: 'Eles podiam morrer, que por mim tudo bem!" É serio isso gente?
Ou muito mais simples, é menos estremo, simplesmente classifico poser, todas as pessoas que fazem parte do mesmo ciclo que o meu, mais não chegam nem perto do nível, meu e de meus amigos.
A que nivel de egoismo podemos alcançar? Penso no nível de nossos egos.
Quem sou eu?
Eu então, muito pior do que todos. Eu que estou aqui, servindo e seguindo aos preceitos Cristão. De um Deus que entregou a vida de seu filho por todos nós. Com todos os nossos pecados, toda falha de caráter.
Jesus derramou até a ultima gota de sangue por alguém como eu, que desprezo meu próximo, que me acho melhor do que meu semelhante, que riu da dificuldade dos outros, que torço pelo pior.
Quem sou eu?
Quem sou não sei, isso ai, tudo isso, eu fui. Fui e tenho sido cada vez menos. Amar o mundo todo é complicado, mas respeitar, respeitar são outros quinhentos.
Tive uma experiencia de convivência muito conturbada com uma pessoa, a quem sempre dediquei desafeto. E no fim realmente não puder amar e conviver com essa pessoa. Mas o meu respeito e consideração, ela sempre terá, porque, quem sou eu pra me meter ou desdenhar de sua vida.
Quem somos nós, pra não olhar pro outro com carinho, respeito, atenção ou qualquer um desses bons setimentos?
Tenho me perguntado como temos tanto prazer em ser tão malvados.

Um comentário:

  1. belo texto e realmente reflexivo. Parabéns :)

    ResponderExcluir